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Ultraleve cai, explode e piloto morre carbonizado em Ji-Paraná, diz polícia

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21/06/2016 12h05 – Atualizado em 21/06/2016 15h41

Ultraleve cai, explode e piloto morre carbonizado em Ji-Paraná, diz polícia

Amigos de aviação suspeitam que uma peça da asa tenha se soltado.
Voo era de teste, depois do piloto ter feito manutenção no ultraleve.

Pâmela FernandesDo G1 RO

Aeronave caiu e explodiu a cerca de um quilômetro da pista particular de onde decolou; piloto morreu carbonizado. (Foto: Whatsapp/Reprodução)
Aeronave caiu e explodiu a cerca de um quilômetro da pista particular de onde decolou; piloto morreu carbonizado (Foto: Whatsapp/Reprodução)

Um ultraleve caiu e o piloto, de 43 anos de idade, morreu carbonizado na manhã desta terça-feira (21), em Ji-Paraná, região central do estado, segundo a Polícia Militar (PM). A suspeita é que uma das peças da asa esquerda tenha se soltado e o piloto, com 10 anos de experiêcia, tenha perdido o controle da aeronave, segundo testemunhas contaram à PM. O acidente aconteceu cerca de 1 km da pista particular de onde a vítima decolou, na RO-135. A família foi chamada ao local do acidente; a esposa e a mãe estavam em choque.

O acidente aconteceu por volta das 6h30. Amigos contaram à polícia que o piloto, que tinha cerca de 10 anos de experiência em voos desportivos, havia feito manutenção no ultraleve na noite de segunda, pois pretendia fazer um voo panorâmico durante o fim de semana em outra cidade. O voo desta manhã seria de teste para o que aconteceria no domingo.

O comandante da Polícia Militar, Oziel Paradela, explica que uma testemunha que passava  próximo ao local no momento da queda, contou ter visto uma parte do avião se soltar e cair. “Nós ainda não temos certeza do que aconteceu, mas uma testemunha contou que passou e viu, depois do piloto ter decolado, uma parte da asa soltou. Depois disso, o avião descompensou e caiu”, explica.

Segundo o comandante da PM, a Aeronáutica não compareceu ao local, no entanto, analisará o acidente por meio de imagens e com a utilização de drones.

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Depois da queda, o avião explodiu e o piloto acabou morrendo carbonizado. De acordo com um colega de aviação, Geraldo Coelho, a parte que se soltou do avião é o aileron da asa esquerda. “Se esta parte da asa se soltou, você não tem controle da direção. A peça está longe de onde o avião caiu, está inteira, sem queimar nada e tem partes que mostram que ela foi descolada, rasgado da asa. Sendo assim, 99% de chances de ser esta a causa do acidente”, explica Coelho, que também é piloto.

Coelho ainda explica que o problema como o que, possivelmente, causou o acidente é muito difícil de ser diagnosticado, pois nem sempre está visível. “Domingo eu passei uns 10 minutos com ele. Ele já era acostumado a fazer este tipo de voo. Mas dano estrutural não depende do piloto. Ele mesmo dava a manutenção da aeronave, mas neste caso, o problema era invisível”, explica.

A amiga do piloto, Helena Pereira da Silva, conta que quando recebeu a notícia da queda, levou um choque, pois a vítima e o seu esposo teriam passado dias dando manutenção na aeronave. Segundo Helena, ele teria chamado seu marido para fazer o voo, mas ele não pode ir.

“Ontem mesmo meu esposo disse para ele tirar primeiro o ultraleve, fazer o teste e só depois voar e ele falou que queria dar uma esticada [fazer um voo mais longo]. Era para meu esposo estar junto, talvez teria acontecido do mesmo jeito. Hoje o hangar vai ficar muito vazio sem ele”, lamenta Helena.

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